GWM ORA busca evolução no competitivo segmento elétrico
Testamos o modelo BEV58 da GWM e agradou bastante
Igor Ramos
O Motor+ testou por uma semana um dos carros que aparecem na lista dos mais atrativos do segmento de elétricos no Brasil. Considerado um modelo de entrada, assim como seu concorrentes de BYD Dolphing e o Geely EX2, o Ora avaliado pelo M+ é considerado um hatch e podemos dizer que esse carro, com design bem peculiar, está em constante evolução. Tanto que nas próximas semanas vamos trazer aqui no nosso portal uma outra avaliação, comparativa, do novo ORA.
Início - BYD e GWM trouxeram a fórmula de hatch quase médio, com visual simpático, interior refinado e boa autonomia. Mas cada um seguiu seu caminho. Agora, com o Ora 03 BEV58, a GWM deixa isso claro.
Enquanto o BYD Dolphin se tornou carro de Uber, mas com volume de vendas bem mais alto e preço estável desde o lançamento, o GWM Ora 03 ficou mais caro, mais completo e se tornou um produto mais de nicho. Antes, tínhamos somente as versões Skin e GT, mas o BEV58, que vem como série especial, tem tudo para virar uma versão.
Diferenças no Ora 03 BEV58
Seu valor é de R$ 169 mil, cerca de R$ 15 mil mais caro que o Skin e R$ 20 mil mais barato que o GT. O interessante da faixa intermediária é que ele também tem bateria no meio do caminho entre as duas versões e mais equipamentos que o Skin, ainda que, visualmente, seja bem próximo a ele.

Por fora - Sua identificação visual é nítida. Impossível confundi-lo. Externamente, é possível identificar que é o GWM Ora 03 BEV58 pela presença de teto e retrovisores pintados em preto. Os para-choques e rodas de liga-leve de 18 polegadas são os mesmos componentes do Ora 03 Skin. Por dentro, contudo, finalmente a GWM parece ter ouvido os consumidores.
A GWM parece ter revisto uma estratégia estética no interior do carro. E deveria sim, deixar o interior sempre em preto, como no BEV58, mas dar a opção de cabine colorida igual ao Skin como um opcional sem custo.
Interior refinado - O interior do carro é refinado e seu diferencial está na autonomia, um calcanhar de Aquiles quando se trata na compra de um modelo 100% elétrico. (bom lembrar que não estamos falando de carro híbrido!)
Em um veredito, diria sem titubear que o IRA é um carro de personalidade e bem gostoso de conduzir. Sua autonomia é de 232 km (Inmetro) e ele possui três sistemas de regeneração da bateria, que podem ser acionados em um simples botão. Aliás, os botões do console lembram muito o Mini Cooper. Viajei de São Paulo a Ribeirão sem recarga, mas obviamente com o pé bem equilibrado. Na volta para São Paulo, um recarga apenas de prevenção para ganhar alguns km de autonomia dentro de São Paulo. Na de sustos ou olhares constantes no painel, que aliás é um dos pontos fortes em design e praticidade.
* Pontos a melhorar
Tamanho (circunferência) do volante
Setas traseiras muito abaixo no para choque (quase imperceptível para quem vem atrás( lembra o erro do HB20)

Ficha técnica
• Motor: Elétrico, dianteiro, com função de tração
• Bateria (kWh): 48
• Autonomia modo 100% elétrico: 232 Km (INMETRO)
• Potência combinada: 171 cv
• Torque: 250 Nm
• Transmissão: Velocidade única, para veículos elétricos
• Tração: Dianteira
• Velocidade máxima: 160 (limitada eletronicamente)
• Peso: 1540 kg
• Pneus: 215/50 R18
• Porta-malas: 228 / 858 litros
• 0 a 100 km/h: 8,2 s
• Comprimento: 4235 mm
• Largura: 1825 mm
• Altura: 1603 mm
• Vão livre do solo: 135 mm
• Ângulo de ataque: 16°
• Ângulo de saída: 25°
